Pasteur

De cada vez que pegamos num pacote de leite e lemos a palavra "pasteurizado" estamos a prestar homenagem a este homem.
De carácter persistente e disciplinado, deu à Humanidade uma grande ajuda com o seu método de pasteurização, mas isso é só o início de tudo o que fez...
Um jovem jornalista recebe uma missão - entrevistar Pasteur. A sua vida ganha então um significado diferente...
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Escrito por Margarida Fonseca Santos
Ilustrações de Vasco Gargalo

Mozart

A história de 3 irmãos gémeos que ganham uma viagem a Lisboa para assistir a uma Ópera de Mozart e acabam por aprender algo muito importante com a vida desse músico genial que gostava de se divertir.
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Escrito por Rita Vilela
Ilustrações de Vasco Gargalo
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Marie Curie

Marie Curie sacrificou a sua própria vida para fazer com que a ciência e a medicina dessem um salto de gigante. É a ela que devemos a radioterapia, por exemplo...
Uma polaca que sonhava estudar mais e se desloca para França para cumprir o seu sonho. A primeira mulher a receber um Prémio Nobel! E não se ficou por aí...!
Um grupo de jovens, passeando por França, mergulha na vida desta mulher e descobre algumas particularidades interessantes...
Nada como ouvir contar quem com ela conviveu e viveu!
Escrito por Margarida Fonseca Santos
Ilustrações de Vasco Gargalo
Ver excerto do livro

Testa os teus conhecimentos II

Aqui fica um teste de conhecimentos para descobrirem o que já conhecem destas figuras marcantes da história da humanidade.

Identifica o génio certo para cada questão, associando a cada número a letra certa:
1 - Quem é que durante algum tempo trabalhou como vigilante de cavalos dos nobres?
2 - Quem é que realizou sozinho o parto de um dos seus filhos?
3 - Quem é que chegou a ser descrito como possuidor de poderes sobrenaturais?
4 - Quem é que teve três filhos mas só reconheceu o único que era rapaz?
5 - Quem é que foi declarado morto à nascença e acabou por ser reanimado pelo fumo do charuto do médico ?
6 - Quem é que, em criança, para compensar a solidão, criou um mundo de fantasia?

a) Mozart
b) Socrates
c) Shakespeare
d) Galileu
e) Gandhi
f) Picasso

Queres fazer outro teste? É aqui.

Solução: ler a nova série de Génios do Mundo ou 1c; 2e; 3b; 4d; 5f; 6a

Testa os teus conhecimentos

Testa os teus conhecimentos sobre as grandes figuras da humanidade. Identifica o génio certo para cada questão.

1 - Quem é que viveu entre os mineiros pobres para os evangelizar?
2 - Quem foi a 1.ª pessoa a receber dois prémios Nobel?
3 - Quem é que, em criança, tinha a cabeça muito grande?
4 - Quem é que tinha um nome que significa campo de beterrabas?
5 - Quem é que escrevia em código, da direita para a esquerda?
6 - Quem é que se apaixonou pela filha do reitor?

a) Pasteur
b) Marie Curie
c) Leonardo Da Vinci
d) Einstein
e) Van Gogh
f) Beethoven

Solução: ler os Génios do Mundo ou 1e;2b;3d;4f;5c;6a

Outros passatempos, carrega aqui.

Vídeos do génios

Há um trailer oficial sobre a colecção génios do mundo. Para ver carregar aqui.

E também há duas versões feitas por mim, Rita Vilela:

A coleçcão

A colecção Génios do Mundo é um exclusivo Modelo e Continente

Editado por 0 a 8

Ilustrações de Vasco Gargalo

Einstein - excerto do livro

CENA 14 – Interior / Sala jantar casa dos Einstein
À roda da mesa estão os pais, Einstein (16 anos) e a irmã. O ambiente é tenso. Comem em silêncio durante algum tempo. Percebe-se que a mãe e o pai trocam olhares entre si. Einstein e Maja fazem o mesmo, espiando-os.
O pai pousa os talheres. Fala com um tom pausado, escondendo mal a irritação.
HERMANN – Devias ter acabado os estudos no Gymnasium. Foi isso que ficou acordado. Em que é que pensaste para te meteres assim a caminho?!
EINSTEIN – Eu não queria estar lá sozinho, pai.
HERMANN – Qual era o problema? Sempre tiveste boas notas, sempre foste um dos melhores da turma! Era uma questão de tempo. Agora, saíres da escola com um atestado a dizer que estás perturbado…?!
PAULINE – Hermann, calma…
EINSTEIN – Não podia ficar lá.
MAJA – (num tom brincalhão) Eu prefiro tê-lo cá!
HERMANN – (seco) Disparate! Era importante acabar os estudos, será que não entendes isso, Albert?
EINSTEIN – Eu vou candidatar-me ao ETH. Se entrar, começo já a estudar para ter um curso…
HERMANN – Ao Instituto Politécnico?! Tu ainda não tens idade para entrar!
EINSTEIN – Não faz mal. Eu consigo.
PAULINE – Deixa-o tentar, Hermann.
HERMANN – Mas isto é tudo um disparate! Como é que este miúdo vai entrar se todos os outros têm mais dois anos que ele?!
MAJA – (sorrindo) Eu não tenho dúvidas de que ele é capaz, pai! Vai ser facílimo!
Pauline faz sinal ao marido para que se mantenha calmo.
EINSTEIN – Ainda há outra coisa…
Os outros três olham para Einstein.
EINSTEIN – Quero abandonar a cidadania alemã. Não vou entrar no serviço militar.
O pai levanta-se da mesa, sem saber como lidar com a questão. A mãe olha para Maja e faz-lhe sinal para que os deixe a sós. Maja sai.
A mãe agarra na mão de Einstein. Sorri ao de leve.
PAULINE – Vamos lá a saber: como é que vai ser isto? Pelos vistos, pensaste em tudo.
EINSTEIN – Sim, mãe. E vou conseguir.
Música, enquanto a câmara afasta o plano, vendo-se a conversa de longe.
VOZ OFF – Einstein não é admitido no ETH, o Instituto Politécnico Federal em Zurique, na Suíça. Embora as notas a Matemática e Ciências sejam extraordinárias, as das outras disciplinas ficam aquém do pretendido. Vai então estudar para Aarau, na Suíça, ficando hospedado em casa de um dos seus professores.

CENA 15 – Interior / Quarto de Einstein em Aarau
Einstein (17 anos) está estendido em cima da cama. Escreve qualquer coisa num bloco. Rasga a folha e começa uma nova.
EINSTEIN – (enquanto escreve) Os meus projectos futuros… Um homem feliz está demasiado contente com o presente para pensar muito sobre o futuro. Por outro lado, os jovens gostam de se ocupar de planos banais. Além do mais, é natural que um jovem sério tenha uma ideia tão exacta quanto possível sobre os objectivos a alcançar. (pausa) Se tiver a sorte de passar nos próximos exames, irei para o ETH, em Zurique. Ficarei lá quatro anos para estudar matemática e física. Penso tornar-me professor naqueles ramos das ciências naturais, escolhendo a parte teórica. (pausa) Eis as razões que me levaram a este projecto. Acima de tudo, é a predisposição para o pensamento matemático abstracto, falta de imaginação e de habilidade prática. Os meus desejos também me inspiram a mesma resolução. Isto é muito natural. Há também uma certa independência na profissão científica de que gosto muito.

Van Gogh - excerto do livros

Fran abriu a porta para Ana entrar. A vizinha trazia nas mãos um envelope grande, que despertou logo o interesse da dona da casa.
– O que trazes aí? – questionou Fran, antes de lhe dar tempo para se sentar.
– Trago-te um presente.
– Um presente?
– Sim, um conjunto de cartas.
– Cartas?
– Sim, cartas privadas que foram escritas por um homem a um grupo de pessoas, especialmente ao irmão.
– Mas que interesse é que podem ter as cartas, se eu não conheço o autor?
– Conheces, conheces! Não pessoalmente, claro, mas conheces!
– Explica lá melhor.
– Imagina que tinhas a hipótese de ler as cartas privadas de uma pessoa famosa, muito famosa.
– Daquelas pessoas que vêm nas revistas?
– Muito, muito mais importante do que isso.
– Estou a ficar curiosa. Mostra lá as cartas – pediu.
– Espera, tem calma, deixa-me criar suspense. Vou fazer uma introdução à pessoa em causa, para ver se tu descobres quem é. Ou melhor, tu fazes perguntas e eu respondo sim ou não.
– Homem?
– Sim.
– Loiro ou moreno?
– Nenhum dos dois. Era ruivo e tinha barba.
– Era, dizes tu… portanto já morreu. Era Casado?
– Onde é que pensas chegar com essas perguntas? Não, não era. Teve uns casos, mas nenhum o levou ao altar.
– Cientista?
– Não, nada disso.
– Artista?
– Muito bem!
– Foi rico e famoso, ou só famoso?
– Nem uma coisa nem outra, enquanto foi vivo teve sempre dificuldades financeiras e ninguém falava dele.
– Tinha alguma deficiência? – questionou Fran, lembrando-se do olho de Camões.
– Sim, a partir de certa altura ficou com um bocado a menos.
– Que bocado?
– Só sim ou não – disse Ana, relembrando-lhe as regras.
– Era escritor?
– Não sei o que te responda. Ele escrevia imenso, tinha uma necessidade enorme de escrever e até escrevia bem. Mas não. Não é como escritor que ele é conhecido.
– Bolas! Então não é quem eu estava a pensar. Era pintor?
– Sim.
– Onde é que nasceu?
– Nem penses! Só vale fazer perguntas de sim ou não.
– Era português?
– Não, era holandês.
“Tanta coisa com o cumprimento das regras e depois responde o que quer”, pensou Fran.
– Ele viveu nos nossos dias?
– Não, foi no século XIX. Nasceu em 1853.
– Pintor holandês, ruivo, do século XIX? – Fran não tinha ideia nenhuma. – Acaba com isso e diz lá de quem são as cartas.
– Vincent Van Gogh. Conheces?

Picasso - excerto do livro

Quando me mostraram as águas-furtadas onde iria viver durante aquele período, fiquei maravilhada. Era uma residência de estudantes e os alunos de pintura e escultura estavam todos alojados no último piso, pois os quartos eram maiores e tinham mais luz por causa das clarabóias que existiam no telhado. Os quartos funcionavam como estúdios e estas características ajudavam muito.
Logo nesse momento achei que estava a iniciar um período mágico da minha vida, mas não poderia supor quão mágico…!
Era tudo novo: as ruas, a língua, que falava com alguma dificuldade, a comida, as pessoas… No primeiro pequeno-almoço, tomado na residência, conheci dois colegas de curso: Marianne, francesa do Sul, e Peter, um inglês muito louro e muito introvertido. Fomos juntos para a primeira aula, numa solidariedade assustada.
Não consigo relembrar exactamente o que se passou nesse dia, tenho ideia de que me atordoou. Mas tudo se apagou quando me sentei diante do cavalete. Teríamos de ir pintando uma tela em paralelo às produzidas nas aulas, e eu via aquela imensidão branca à minha frente e sentia-me igualmente em branco. O que poderia eu pintar?
– Espantou-te?!
Dei um salto com o susto e desequilibrei-me. Não estava mais ninguém no quarto, mas eu tinha a certeza de ter ouvido uma frase.
– Espantou-te terem aceite a tua candidatura? Mas vives em que mundo?
Fiquei sem acção. Do nada surgira a figura de um homem que me era familiar, demasiado familiar… Vestido com uma long sleeve às riscas, meio careca, cabelo já grisalho, muito curto, com um olhar vivo e profundo.
– Fiz-te uma pergunta – insistiu, enquanto remexia nos trabalhos que trouxera comigo para Paris. – Já percebi que me vais dar trabalho.
– Quem é o senhor?
– Trata-me por tu, Teresa, não tenho paciência para formalismos. Não sabes quem eu sou?
Eu ia responder que não, mas eu sabia quem ele era. O único problema é que também sabia que ele morrera em 1973 e, como estávamos em 2007, seria bastante estranho responder o que quer que fosse.
– Devo avisar-te que, nesta condição em que me encontro, oiço quase tudo o que pensas, o que vai ser bastante aborrecido, calculo. Mas sim, sou Pablo Picasso. E sim, morri há uns anitos. Coisas que acontecem.
“Coisas que acontecem”, repeti para mim mesma… Ele mantinha-se a folhear os meus desenhos, os esboços.
– Tens dezasseis anos, certo? E chamas-te Teresa, não é? Que engraçado! Uma das minhas paixões chamava-se Marie-Thérèse… Era pouco mais velha do que tu quando a conheci… Mas isso agora não interessa. Espantou-te terem aceite a tua candidatura? – repetiu, agora já sem qualquer intenção de me provocar.
– Sim… e não.
– Queres explicar-te? Ou leio directamente do teu cérebro? É mais inteligente verbalizar o que pensas, e não me dás tanto trabalho.
– A pintura é tudo para mim – disse eu, estranhando ser capaz de dizer uma coisa tão forte como aquela.
– Então, estás no bom caminho. O teu trabalho é excelente. O teu caminho é a pintura. O problema reside nessa tua cabeça desarrumada. Tanto pensas que estás a fazer algo muito bom como pensas que, se calhar, não vales nada…
– É isso mesmo – concordei.
– Quanto à dúvida que está a atrapalhar a nossa conversa, devo dizer-te que adoro esta minha condição de fantasma, ou o que lhe quiseres chamar.
Eu não comentei, estava muito confusa.

Beethoven - Excerto do livro

No intervalo, Joana, Mariana e Pedro entreolhavam-se. Em relação à música a professora falara nos três Bs: Bach, Beethoven e Brahms e pedira-lhes que escolhessem um deles. Joana adiantara-se, visto ser a que percebia mais do assunto, e achara que Beethoven seria uma óptima escolha. Pedro discordava…
– Bonito serviço… Por causa de ti saiu-nos o surdo!
– Credo, Pedro! – cortou Mariana. – Que maneira de falar!
– Já viste o que nós temos pela frente? Falar sobre Beethoven… Ele ficou surdo cedíssimo e tinha um mau feitio diabólico!
– Acredita, Pedro, Beethoven foi um grande músico e um compositor inovador – esclareceu Joana. – Quando começares a estudar a obra dele vais mudar de ideias. – Pedro não parecia convencido. – Precisamos de dividir tarefas, pode ser? Quem é que fica com a parte da infância?
– Posso ficar eu – disse Mariana. – Acho graça saber como eram os génios em pequenos…
– E tu, Pedro? Queres ficar com o quê?
– Com nada! Acho tudo isto um disparate! Ainda para mais, quando se apresentar o trabalho, vai estar toda a escola a ouvir. Já pensaram?! Uma parvoíce! – Olhando para as duas colegas e percebendo que fora longe de mais, Pedro mudou o tom de voz. – Fico com o que quiserem… Tanto me faz…
– Então faz um levantamento das obras que Beethoven compôs – pediu Joana. – Podes fotocopiar uma lista para nós termos, sempre à mão, o inventário de tudo o que ele escreveu.
– Excelente – ironizou Pedro.
– Eu vou tentar perceber que importância teve a obra de Beethoven na história da música.
Estava assim distribuído o trabalho. A campainha, que dava por findo o intervalo grande, levou-os de volta à sala de aula. As duas raparigas pareciam entusiasmadas com o trabalho, Pedro ficou de mau humor o resto do dia.
Joana estudava violoncelo numa academia de música e achou que podia começar logo a sua pesquisa, falando com o professor de Formação Musical. Ao acabar a aula, foi ter com ele. Era o seu professor preferido e, para sorte dela, adorava falar sobre as histórias da música…
– Vão falar sobre Beethoven?
– Sim. Fui eu que escolhi.
– Excelente escolha! Beethoven foi um compositor genial. Deixou obras importantíssimas. Tu deves conhecer algumas: a 9.ª Sinfonia, que tem o Hino à Alegria, a 5.ª Sinfonia, as sonatas para piano…
– Escreveu muitas, professor?
– Trinta e duas, imagina! E escreveu quartetos, para quatro instrumentos de corda, trios, enfim… Uma obra notável.
– Eu acho que vai ser muito interessante trabalhar a vida e a obra de Beethoven…